Introdução à Teoria da Interatividade

Realidade Virtual


Conceito

A realidade virtual consiste em ambientes simulados através do computador, permitindo aos utilizadores interagir, visualizar e manipular objetos destes. Estes ambientes podem ser recriações a partir do ambiente real ou criações originais que existem apenas no ciberespaço. Os utilizadores, ao experimentarem uma situação de realidade virtual, podem senti-la como se fosse real, abstraindo-se da realidade.
A implementação de um sistema de realidade virtual requer a existência de um sistema multimédia interativo bastante desenvolvido, com formação de gráficos 3D interativos em tempo real, implicando a utilização de computadores com grande capacidade. Por outro lado, quando se pretende a estimulação de outros sentidos para além da visão, é necessária a utilização de mais equipamentos, como luvas de dados (datagloves) e auscultadores (headphones). 

Estes ambientes virtuais são, atualmente, utilizados na maioria das áreas do conhecimento e das atividades humanas, como medicina, arquitetura, engenharia, educação, entretenimento e treino de atividades desportivas e profissionais. Permitem colocar o utilizador em contacto com novas situações, aprendendo de forma segura, económica e rápida e podendo contribuir para a melhoria do seu desempenho.

Na realidade virtual a imersão, a interação em tempo real e o envolvimento constituem os aspetos básicos necessários à sua implementação.

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Simulação da realidade

A Simulação da realidade é uma imitação de um sistema do mundo real. A simulação tenta representar certos aspectos do comportamento de um sistema físico ou abstrato através do comportamento de outro sistema.
A realidade virtual permite simular virtualmente experiências do mundo real, economizando tempo e dinheiro e atingindo objetivos que, muitas vezes, não seriam tão facilmente alcançados.

Realidade imersiva e não imersiva

A realidade imersiva consiste na sensação de inclusão experimentada pelo utilizador de um ambiente virtual, ou seja, o utilizador sente-se dentro do ambiente e a interagir com os seus elementos. Para produzir no utilizador esta sensação, o sistema tem de conseguir estimulá-lo sensorialmente, utilizando dispositivos, como o capacete de visualização, as luvas de dados e os auscultadores.

Além destes, é importante considerar outros aspetos na imersão, como o lugar utilizado, a forma como é efetuada a projeção, a posição e as deslocações do utilizador, a distância do utilizador aos controlos e a qualidade do som.

A realidade não imersiva, ao contrário da realidade imersiva, consiste na sensação de não inclusão experimentada pelo utilizador de um ambiente virtual, ou seja, neste caso o utilizador não se sente parte do ambiente. É considerado ambiente não imersivo a visualização de imagens tridimensionais através de um monitor e em que o utilizador interage com os elementos do ambiente virtual através de dispositivos como o rato, o teclado e o joystick.

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